Diego Farah


19/04/2018

Esmigalhando a reportagem do Fantástico sobre honorários

Confira a história por trás da reportagem. Desde que foi exibida pelo Fantástico no domingo retrasado, a reportagem sobre a cobrança de honorários advocatícios em ações previdenciárias mudou a vida dos causídicos que atuam na área e, sobretudo, dos citados na matéria. Um dos advogados apontados na reportagem, Altair Vinícius Pimentel Campos conversou com a redação de Migalhas. Ele relatou detalhadamente todos os fatos. E diz: " – Não foi uma reportagem, foi um capítulo de novela, no qual eu fui colocado como vilão." "Ser advogado combativo e aguerrido no interior se tornou um péssimo negócio. Pagamos um preço alto, atraímos inimigos poderosos (com acesso à mídia e tudo mais) e, no fim, ficamos sob o julgamento antecipado da manipulação dos fatos e sem o apoio e a defesa da OAB, que dorme em berço esplêndido enquanto destroem nossa imagem, nossas prerrogativas e nossos ideais de Justiça." Ao misturar exemplos, documentos e desabafos, ele afirma que a matéria foi tendenciosa, manipulada e encomendada. “Só concedi a entrevista porque tive a boa-fé e o destemor de quem não deve e não teme. De cinquenta minutos da entrevista, colocaram no ar 15 segundos da minha fala, e descontextualizada. E ela não foi ao ar porque eu coloco o contraponto da acusação do Geraldo Balbino e da dona Catarina. Mais absurdamente ainda, na hora que eu entro no ar eles já entram zombando do hábito de eu ter me benzido, zombaram da minha fé. Eu me benzi de proteção, para eu ir bem na entrevista. Achei a matéria totalmente destrutiva em todos os sentidos." Altair atua e reside na comarca de Manhuaçu, MG, onde a reportagem do Fantástico mostrou dois casos de aposentados por invalidez que, representados por ele, conseguiram o benefício na Justiça, mas alegaram ter recebido menos do que tinham direito, pois o advogado teria cobrado um valor alto de honorários. O advogado nega veemente a alegação dos ex-clientes e afirma que possui comprovantes de depósitos bancários, contratos e procuração que demonstram que os clientes receberam o dinheiro pactuado. "O advogado trabalha por honorários e não por atrasados. Eles fizeram muito essa confusão na reportagem. E acima de tudo há uma incompreensão muito grande da maioria de como funciona o Direito previdenciário." No caso de Catarina Marques, exibido na reportagem, a aposentadoria foi concedida por invalidez, devido a problemas mentais. Segundo ele, a cliente foi considerada pela Justiça legalmente incapaz. Altair conta que ela recebeu R$ 15 mil e omitiu que lhe foram prestados três serviços contratados (representação na seara administrativa no INSS, ação de interdição e ação previdenciária com acompanhamento de assistente técnico particular). "O que me causa surpresa, pois a jornalista entrevistou ela como se ela fosse plenamente capaz de responder por suas palavras e gestos." O outro caso de um ex-cliente de Altair é o de Geraldo Balbino. O advogado afirma que tem como provar que o período entre as datas



Diego Farah
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